Subscribe

RSS Feed (xml)

Powered By

Skin Design:
Free Blogger Skins

Powered by Blogger

Mostrar mensagens com a etiqueta coisas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta coisas. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

COISAS


Chega-me a informação de que o meu livro já está a caminho de algumas livrarias, tendo  já chegado ao Pátio de Letras, livraria em Faro.
.

POEMAS PARTILHADOS EM PORTUGUÊS E ESPANHOL

É o que faz a María Alonso Seisdedos no seu blogue, com traduções muito boas. Aproveito para agradecer o destaque dado ao meu livro "Uma Prática para Desconserto". A poesia sobrevive.
.

sábado, 23 de julho de 2011

A MORTE DE AMY WINEHOUSE (e Back To Black)

não deixa de entristecer a morte de alguém tão jovem, por volta da minha idade. sempre gostei de ouvir o "rehab", "back to black" ou "valerie". o desaparecimento da amy winehouse dará novos significados a essas canções. que a estrela descanse em paz.




BACK TO BLACK

He left no time to regret
Kept his dick wet with his same old safe bet
Me and my head high
And my tears dry, get on without my guy
You went back to what you knew
So far removed from all that we went through
And I tread a troubled track
My odds are stacked, I'll go back to black

We only said goodbye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to
I go back to us

I love you much
It's not enough, you love blow and I love puff
And life is like a pipe
And I'm a tiny penny rolling up the walls inside

We only said goodbye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to
We only said goodbye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to

Black, black, black, black
Black, black, black...
I go back to
I go back to

We only said goodbye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to
We only said goodbye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to black

.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

LOJA «PORTUGAL MODERNISTA»

















Artigo interessante sobre a loja Portugal Modernista.
.

terça-feira, 28 de junho de 2011

DOCE MODO DE OLHAR A VIDA

Muito especial o blogue de poesia de Mariana Gouveia.
.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

ADEMAR SANTOS

Acusam-me num comentário de ter "esquecido" o falecimento há um ano do poeta Ademar Santos. Nada de mais errado e injusto. Aliás, ao longo deste último ano foram várias as vezes que lembrei o meu saudoso amigo. E continuarei a fazê-lo seguramente.
.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

TONY OURSLER NA COLEÇÃO BERARDO
















Quem andar por Lisboa e quiser ver uma coisa fora do vulgar, vá ver a colecção Berardo, no CCB. Especificamente recomendo a instalação de um artista que muito admiro, Tony Oursler. A projeção videosonora chama-se Judy (Lisbon Version) e, apesar de ser um conceito muito bizarro, é muito humana na maneira como aborda as relações entre familiares.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

CONCURSO FNAC NOVOS TALENTOS LITERATURA



Votei no conto de André Domingues, Sine Die, no concurso Fnac Novos Talentos, que me parece ser uma boa peça de literatura. Se concordarem comigo, façam o mesmo.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

BIBLIOTECA DE SILVES - PROGRAMA



















28 de Abril (quinta-feira) | 21.00h

O QUE É PRECISO É CRIAR DESASSOSSEGO*

Concerto musical e leituras sobre música e literatura de intervenção social

Convidados especiais:

_ RICARDO MARTINS (voz solo e piano [finalista do Festival RTP da Canção 2010])

_ GRUPO DE CANTARES DA CASA DO POVO DE S. BARTOLOMEU DE MESSINES (coro de vozes e acordeão), dirigido pelo reputado maestro Stanimir Uzunov

_ VÍTOR RODRIGUES (guitarra portuguesa, guitarra clássica e coros)

_ DANIEL FONSECA (guitarra clássica e coros)

_ MARCO SILVA (voz solo e guitarra clássica)

Sala Urbano Tavares Rodrigues

Para o público em geral (entrada livre)

*frase de José Afonso


29 de Abril (sexta-feira) | 18.00h

CONTOS PARA BEBÉS NA BARRIGA DAS MÃES

Sector Infanto-Juvenil

Para grávidas

(requer inscrição prévia)


30 de Abril (sábado) | 16.00h

AQUI HÁ SABADO – oficinas que cruzam a literatura e as artes

KARAOKE INFANTIL

Sector Infanto-Juvenil

Para crianças dos 4 aos 12 anos e seus pais

(requer inscrição prévia)


Durante esta semana (26 a 29 de Abril) a Biblioteca Municipal realiza mais um conjunto de acções temáticas (as últimas deste ano lectivo), desta vez sobre a nova poesia portuguesa, com as turmas do 10.º ano regular da Escola Secundária de Silves, as quais se integram no projecto de continuidade de promoção interdisciplinar da leitura com jovens “A outra face da lua” que temos vindo a dinamizar regularmente com a comunidade escolar do ensino secundário desde o ano lectivo de 2009/2010. 
.

terça-feira, 26 de abril de 2011

ANTOLOGIA DE POESIA



Informam-me que a editora Popsul ainda procura autores para a antologia de poesia com a temática «o Mar». Fica o recado.
.

DO NASCIMENTO



 é especial quando um poema nasce cá dentro e nós só temos de o escrever. sem esforço.
.

domingo, 24 de abril de 2011

FERNANDO ESTEVES PINTO - BRUTAL (EXCERTOS)

O silêncio é o espelho do Senhor Ibsen. Superfície manuscrita de culpas e remorsos. Sentiu raiva do que escrevera. Ainda pensou criar uma imagem na qual o Jovem Ibsen estaria prisioneiro dentro do espelho. Silêncio dentro do silêncio. Como pudera sair desse ser e tornar-se no que é agora? Como pudera formar-se a partir de uma série contínua de falhas de relacionamento? Continuaria a fazer-lhe as mesmas perguntas, a tecer as habituais acusações, violentas, sarcásticas. Por muito sofrimento que isso lhe causasse, teria de vitimar a sua própria infância. Por mais íntimo e desconfortável que se revelasse esse duelo de silêncios, teria de escalpelizar minuciosamente os seus actos, todas as brutalidades cometidas no decorrer da sua vida. Embora com um triste alívio da consciência, encontraria no Jovem Ibsen um paciente portador das suas frustrações e fúrias momentâneas. Quebraria inconsolavelmente o espelho do silêncio de ambos. Lutariam dentro um do outro como dois animais que se corroessem numa lenta agonia. Nesse grande duelo interior que funcionava como uma máquina de avaliação em que um deles seria dissecado em função do comportamento do outro.


………………………………………


O Senhor Ibsen sentia-se disponível para empreender uma viagem que a todos os níveis constituía um ritual de procura e reconhecimento de si próprio tendo por base a sua infância. Foram as últimas palavras da Rita que o lançaram na infernal viagem. Sentira a acusação dela como um estímulo que ele deveria interiorizar de modo a aproximar-se da criança que ainda o atormentava. A viagem seria tortuosa e implicaria da sua parte não só honestidade, mas uma inequívoca obediência da memória que desbloqueasse o acesso a situações dolorosas, onde o amor e a crueldade formavam nele uma espécie de barreira dupla no enquadramento da sua personalidade. Uma galeria de imagens constituída essencialmente por comportamentos accionados por instintos destrutivos e delinquentes (discussões em família; sentimentos desenvolvidos por reacções afectivas insustentáveis; provocações trágicas que revelavam situações de insensibilidade e impotência) minava-lhe o espaço de infância e fazia-o desprezar-se por pertencer a uma família disfuncional e endémica. Todas as cenas protagonizadas pelos pais e presenciadas por ele reduziram-lhe o amor e o respeito pelos outros, ao ponto de não se reconhecer na criança que estava a ser formada. A criança fundiu-se na imagem do adulto e este deixou-se dominar por ela. Quando ocorre algum erro de comportamento no Senhor Ibsen, a infância torna-se o quadro da autoavaliação onde é suposto a criança sentenciar-lhe uma acusação ou admitir-lhe uma fraqueza por influência de relacionamento. Havia momentos em que tinha uma absoluta consciência de que agia com a Rita por meio de imitações de cenas representadas pelos pais durante a sua infância. Palavras e actos, frases inteiras, provocações repetidas com uma furiosa precisão muitos anos depois, local da discussão, objectos utilizados no confronto, era tudo caracterizado pela sua memória, tudo preservado e defendido por uma consciência tormentosa que se servia desses arquivos de violência da mesma forma que alguém tentava libertar-se do caos e do medo. O Senhor Ibsen sentia uma voz que se impunha num registo dramático e que parecia enaltecê-lo nas suas decisões, por mais insensível que se apresentasse o seu interior. Como uma obsessão, era acometido pela necessidade de provocar uma cena que o relançasse no passado, um imenso e estranho teatro de vozes cuja representação distorcia nele a capacidade de reconhecimento e controlo da realidade envolvente. Nas suas projecções profundas de raiva e desespero tudo fazia parte do passado, logo, tudo era aceite num plano desculpável e amenizado por ele próprio. Porque raramente havia uma culpa que se poderia atribuir-lhe sem no entanto se confrontar pela evidência da sua infância. O poder que o Senhor Ibsen exercia sobre a Rita era uma tentativa desesperada de encobrir as raízes da sua fraqueza. E a sua fraqueza, quando posta em actividade pela mais ínfima contrariedade, depressa transpunha a barreira da sua racionalidade e transformava-se na mais cruel das ameaças. Tudo no Senhor Ibsen era eruptivo e atingia proporções que ameaçava a sua forma de estar com alguém. Havia algo de infantil no seu espírito, ou alguma coisa de excesso que implicava irredutivelmente com a sua capacidade de relacionamento.

………………………………………………..

O medo era uma herança incómoda na vida do Senhor Ibsen. Não só o medo que os outros podiam sentir por causa dele, mas o medo que ele sentia na análise vulnerável do seu comportamento íntimo e emocional. Tinha um profundo horror às suas próprias reacções, embora fosse capaz de fazer a previsão da gravidade do seu estado de espírito. Intuía quando um infeliz diálogo se desviava para uma zona de violência, sem no entanto conseguir reprimir a sua ira contra alguém. Nunca o Senhor Ibsen poderia controlar o medo que sentia porque o medo era o único sentimento que o ligava à infância e aos pais. Em momentos infectados de maldade, quando a vida dos dois parecia rodopiar num ralo infernal, o Senhor Ibsen considerava a Rita como modelo de caracterização da própria mãe, e dessa forma sentia-se incomodado por tantos estragos causados pela sua consciência devoradora. O que ele deixava escapar do seu comportamento agressivo podia ser entendido por uma sequência de cópias ou representações de atitudes e situações desencadeadas durante a infância, sentindo a presença da Rita como algo precariamente humano e exposta ao seu instinto fulminante e esmagador. O Senhor Ibsen incomodava-se cada vez mais com o seu medo indecente desempenhado pelos seus actos recheados de insanidade moral. Sempre que ele e a Rita se enfrentavam, a mãe e o pai surgiam num ponto transtornado do palco na sua memória como duas silhuetas que representassem uma cena a ameaçar a vida numa complicada ciência de inutilidades conjugais. Havia em tudo o que ele observava diante daquele palco de representação familiar, em todo aquele espaço íntimo e dramático, uma monstruosidade real que o obrigava a meditar sobre a cenografia do medo. O medo que ele transportara da infância e que agora o dominava por completo, corroendo numa alucinação triste e magoada toda a trama dos primeiros tempos de confiança e amor. Tudo a ficar sem história na sua vida, o medo a transformar-se na imagem da mãe que devora a sua própria cria. E o tempo abatia-se sobre ele e sobre todos os que viviam com ele como um caminho cheio de pó. Como um pano que desce sobre um palco onde o silêncio tem a orgulhosa tarefa de ocultar quem fomos e em que espécie de pessoas nos tornámos.
Em Brutal
Ulisseia, 2011
.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

ANTOLOGIA DE POESIA SOBRE O MAR



















A editora Popsul pretende reunir autores de língua portuguesa para uma antologia de poesia com a temática do Mar. Parece um processo bastante interessante.

terça-feira, 12 de abril de 2011

LIVRO: FERNANDO ESTEVES PINTO - BRUTAL




Já aqui falei da poesia de Fernando Esteves Pinto. A editora Ulisseia publica agora o seu novo romance: Brutal.

Brutal é um romance onde se representam todos os traumas da infância, da adolescência e da idade adulta resultantes da decadência humana: violência doméstica, abuso sexual e disfunção emocional. Brutal tem como base narrativa dois personagens que são um só – um jovem e um velho, duas idades da mesma pessoa, ambos fascinados pelo teatro – que, no cenário das suas próprias vidas, dramatizam impiedosamente os momentos que fundamentam e marcam as suas existências. Nesse palco do romance são postos em causa e analisados, até à humilhação de se sentirem culpados um do outro, na relação perversa que ambos sentem pela natureza humana. É um duelo entre a maldade e o remorso, onde o amor e a escrita são meros figurantes.
.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

quinta-feira, 7 de abril de 2011

HISTÓRIAS DANINHAS: GUILHERME JOSÉ PIRES E JOÃO RUI AFONSO



Interessante este projeto intitulado Histórias Daninhas de Guilherme José Pires e João Rui Afonso.

domingo, 27 de março de 2011

FERNANDO PESSOA SERIA HOMOSSEXUAL?

Biografia polémica do poeta português sai no mês de Abril

Fernando Pessoa seria homossexual?


O livro só sai em Abril mas já está a causar polémica: ‘Fernando Pessoa: uma quase autobiografia’, que o brasileiro José Paulo Cavalcanti escreveu ao longo de oito anos de trabalho e cinco horas de escrita diária – com várias viagens a Lisboa por ano – retrata o poeta como um homem “sem imaginação”, que escreveu apenas sobre pessoas e locais que existiam, e um homossexual latente, que visitava os bordéis mas tinha pouco entusiasmo pelo sexo oposto.

Ao longo de quase 700 páginas – em que o brasileiro diz ter procurado escrever o livro que gostaria de ler – Cavalcanti usou centenas de citações do poeta, sempre entre aspas, e muitos depoimentos de pessoas que conviveram com o poeta. Alguns deles poderão surpreender o leitor.

Como, por exemplo, a revelação, supostamente feita por António Botto – amigo do poeta e homossexual assumido (apesar de ser casado) – de que Fernando Pessoa teria um pénis muito pequeno, o que lhe causava alguns embaraços.

Segundo o próprio Cavalcanti, muito pouco no livro é da sua lavra, embora neste livro lance a teoria de que Fernando Pessoa teria, afinal, muito mais heterónimos do que vulgarmente se julga.

Polémica, também, é a sua afirmação de que o autor de ‘A Tabacaria’ tinha falta de imaginação.

“Eu lia e pesquisava. Sempre que encontrava num poema qualquer referência, ia procurar para saber se aquele lugar ou aquela pessoa existam de facto. E existiam mesmo. Acabei por chegar à conclusão de que Fernando Pessoa foi o escritor com menos imaginação com quem tive contacto em toda a minha vida. Ele viveu tudo o que escreveu. Não inventou nada.”

O livro de José Paulo Cavalcanti, membro da Academia Pernambucana de Letras, será apresentado no âmbito da exposição ‘Fernando Pessoa: Plural como o Universo’, que já esteve patente em São Paulo e que chegou este fim de semana ao Rio de Janeiro, mais propriamente no Centro Cultural Correios, onde pode ser visitada até 22 de Maio. 

Fonte: Correio da Manhã
.

sexta-feira, 18 de março de 2011

CARLOS ALBERTO MACHADO - CORPOS





















Chama-se Corpos, com dois poemas: Ouçam-nos e A cinza nos corpos. São 16 páginas de uma plaquette, 200 exemplares, em edição pessoal (azulcobalto, chancela em construção). Está a chegar aqui à ilha, nesta semana; depois, fica disponível para quem gostar de a adquirir. Através do e-mail camlisbon@yahoo.com pode ser encomendada (6 euros, portes incluídos para território nacional; existem igualmente 50 exemplares, numerados e assinados por mim, e cada um custa 26 euros, nas mesmas condições).
Ouçam-nos – Foi escrito como complemento para um exercício teatral coordenado por Tiago de Faria, do CEPiA, com base no meu texto Restos. Interiores. Lajes do Pico, Abril de 2005.
A cinza nos corpos – Teve origem numa oficina de escrita que coordenei para o Teatro de Giz, de que resultou o texto e o espectáculo com o mesmo nome E nós aqui no meio de não saber nada.
Foi posteriormente reformulado. Horta, Março a Outubro de 2008.