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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

THE GIFT: BLINDNESS (DO ÁLBUM «PRIMAVERA», 2012)



Forgive my blindness
Forgive my blindness
Forget my distance

I was breathing
I guess I was just breathing

So many years to tell you friend, all I needed was a good man

Forget my blindness
Forgive my blindness
Forgive my distance

Remember me
Remember my birthday remember I'm here
To take the smiles and the blows
You're more than a friend

The Gift
Tema: Blindness
Álbum: Primavera
Ano: 2012


quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

SAM RIVERS (1923-2011)



Fuchsia Swing album, same song. Personel: Sam Rivers: Tenor Sax Jaki Byard: Piano Ron Carter: Bass Tony Williams:Drums
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sábado, 10 de setembro de 2011

LHASA DE SELA

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

TOM WAITS - BAD AS ME



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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

WIM MERTENS - Z'S RIVAL

quarta-feira, 30 de março de 2011

SIGUR RÓS - HOPPIPOLLA

domingo, 20 de março de 2011

ANDREA CORR E GAVIN FRIDAY




TIME ENOUGH FOR TEARS

Let's read the trees and their Autumn leaves,
As they fall like a dress undone
At the end of Summers, love will find lovers
Who need the shadows of a winter sun

Don't tell me you're leaving we can hide in the evening
It's getting darker than it should
If we read the leaves as they blow in the breeze
Would it stop us now, my love

Time enough for hard questions
Time enough for all our fears
Time is tougher than we both know yet,
Time enough for tears

The moon is milk and the sky where it's split
Is magic, and we all need to believe, that we can
Wake up in the dream, it's not as hard as it seems
You know its harder to leave

Time enough for being braver
Time enough for all the fears
Time is tougher than we both know yet
Time enough for tears

I heard you say underneath your breaths some
kind of prayers I heard
You say underneath your breath that you never
wanted, to feel this way about anybody else

Time enough for hard questions
Time enough for all our fears
Time is tougher than we both know yet
Time enough for tears

Time enough for being braver
Time enough I love this time of year,
Time is tough, its running away from us,
Time enough for tears

Time enough for tears
Time enough for tears

sábado, 19 de fevereiro de 2011

ALFAMA: MAYRA ANDRADE / PEDRO MOUTINHO



Quando Lisboa anoitece
Como um veleiro sem velas
Alfama toda parece
Uma casa sem janelas
Aonde o povo arrefece

É numa água-furtada
No espaço roubado à mágoa
Que Alfama fica fechada
Em quatro paredes de água
Quatro paredes de pranto

Quatro muros de ansiedade
Que à noite fazem o canto
Que se acende na cidade
Fechada em seu desencanto
Alfama cheira a saudade

Alfama não cheira a fado
Cheira a povo, a solidão,
Cheira a silêncio magoado
Sabe a tristeza com pão
Alfama não cheira a fado
Mas não tem outra canção.

Ary dos Santos/ Alain Oulman
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

CHET BAKER - ALMOST BLUE



Almost blue
Almost doing things we used to do
Theres a girl here and she's almost you
Almost all the things that you promised with your eyes
I see in hers too
Now your eyes are red from crying
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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

JAPÃO: RYUICHI SAKAMOTO - PLAYING THE PIANO






















Ryuichi Sakamoto: o meu pianista preferido e um grande álbum. Um pouco dele aqui. Quando se ouve algo tão belo deixa de haver muita vontade de fazer qualquer outra coisa.
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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

BEIRUT: A SUNDAY SMILE



Do álbum Flying Cup Club
(sugestão de Pedro Ribeiro)
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THE FRAMES - SONG FOR SOMEONE



The Frames são uma banda irlandesa de Dublin, fundada em 1990 por Glen Hansard. Este tema, "Song for Someone", é do álbum The Cost.
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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

JP SIMÕES: TANGO DO ANTIGAMENTE



Aprecio muito o trabalho de JP Simões.
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domingo, 19 de dezembro de 2010

MÁRCIA SANTOS - ÁLBUM «DÁ» - CABRA CEGA






















Este blogue, que surgiu como uma base de partilha de alguma da minha poesia, não tem escapado a uma semi-erosão do tempo, o que tem feito com que a ideia inicial nem sempre seja a ideia principal. Daí fazer alguma apresentação de poetas que me acompanham há muito, e partilhar os meus gostos pessoais noutras áreas, como a música, por exemplo. Interessante que o combinado disto tudo tem gerado uma interacção interessante com os leitores, bem como com outros autores das mais diversas áreas. Em relação a música, gosto muito de música portuguesa e o meu imaginário global ganha um novo tom perante a descoberta de algo verdadeiramente especial. E é aí que entra o álbum "Dá", álbum de estreia de Márcia Santos, uma das vocalistas dos Real Combo Lisbonense. E é especial. Não só pela musicalidade da voz, como pelas letras muito originais e que captam a nossa atenção. Espero que a promoção esteja à altura do resultado, porque Portugal precisa urgentemente de renovar as suas referências musicais.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

ALBERTO DE LACERDA - POEMA - DÍPTICO PARA BILL EVANS




ao ouvir o piano de Bill Evans no álbum Alone, de 1968, lembrei-me deste poema de Alberto de Lacerda: Díptico para Bill Evans. Uma nota de curiosidade: o meu gato adora Bill Evans e, acreditem ou não, não estou a brincar.

DÍPTICO PARA BILL EVANS

I

Tocava
Muito inclinado
Como quem ouve
Cada vez mais fundo

II

Não tocava

Abria um espaço
Que nos permitia
Ouvir


Alberto de Lacerda
em "Átrio", INCM, 1997
e lido no livro "Poezz - Jazz na Poesia em Língua Portuguesa", 
compilação de José Duarte e Ricardo António Alves, 
Almedina, 2004
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domingo, 5 de dezembro de 2010

sábado, 6 de novembro de 2010

JOANNA NEWSOM - SPROUT AND THE BEAN


Sprout and the Bean from Jawsh K on Vimeo.

A propósito do meu poema "Música para os vegetais", Benjamim Machado, pela referência que fiz à harpa, sugeriu-me Joanna Newsom. Gostei tanto do que ouvi que não resisti em colocar aqui o vídeo para Sprout and the Bean.
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

THE GORGEOUS COLOURS - THE CREATURES DOWN BELOW





Uma das minhas bandas irlandesas favoritas regressou aos originais com um som que é uma espécie de renovação de estilos antigos, recorrendo a instrumentos invulgares, fazendo um bom uso do estúdio (o estúdio enquanto instrumento), e criando uma certa alegria nostálgica (passe o pleonasmo) que passa pela maior parte das composições. O vídeo que coloquei acima é o do seu novo single, a canção-título do novo EP, Creatures Down Below, mostrando aqui um lado mais negro da sua musicalidade.

Um facto curioso prende-se com o modo como a banda custeou a produção deste EP, recorrendo a um fundo a que qualquer pessoa podia contribuir. Pelos vistos a coisa correu bem e, claro, nós agradecemos.
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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

ANTONIO CÍCERO: POEMAS, POESIA, ANÁLISE CRÍTICA, BIOGRAFIA




















sb: série poetas


ANTONIO CÍCERO

Escrever boa poesia sobre a contemporaneidade é necessariamente um risco, ainda que poucos o percebam, embrenhados que estão num simplismo gratuito ou, no extremo oposto, nos confins de uma linguagem sem correspondência. Ainda há pouco, numa conversa sobre poesia que mantinha com Ricardo Domeneck, ele mostrava-me uma citação de The ABC of Reading, de Ezra Pound, em que este se referia ao equilíbrio que deve existir na poesia, o difícil equilíbrio da poesia, dentro do qual  "o poema deveria entusiasmar o leigo e deliciar o especialista". Toda esta introdução inicial serve para falar do poeta brasileiro Antonio Cícero (Rio de Janeiro, 1945), ele que congrega nos seus poemas os equilíbrios entre consciência e inconsciência, compreensão e conformação, contemplação e crítica. Fá-lo numa linguagem ecléctica, com denominadores comuns de actualidade e casualidade; uma linguagem que lhe busca o sublime sem esforço, a análise, pela imagem, que a palavra suporta ao receber o que se afasta, aproximando-o da voz pragmática mas proteccionista do sujeito. Esta poesia formula a plenitude da sua liberdade, a liberdade dos olhos, reais ou virtuais, que parecem sobreviver à sobrevivência dos outros sentidos, sobrevivência que é um misto de opacidade e transparência, requinte e destronização. Por isso, trata-se de uma poética com um pendor reflexivo muito assinalável, sempre procurando as instâncias intermédias da visualização de lugares, de matérias, de temas do íntimo. Algumas composições são de índole confessional, assemelhando-se ao conteúdo de epístolas. Há como que um diálogo entre dois sujeitos poéticos em épocas e condições sociais distintas. É como se um procurasse o outro e lhe desse imagens de um outro tempo, de uma realidade com predisposições diferentes. Como tal, encontra-se em Antonio Cícero diferentes estados de consciência, por vezes um lado ingénuo que confere aos poemas autenticidade e ao mesmo tempo uma autonomia e independência para se oferecerem, de corpo (forma) e alma (conteúdo), à poesia, à poesia que muda, que nunca tem certezas de nada, que busca a beleza, ainda que esta  se apresente como  exageradamente verdadeira, violenta e cega.

Poemas Seleccionados:


A CIDADE E OS LIVROS

para D.Vanna Piraccini

O Rio parecia inesgotável
àquele adolescente que era eu.
Sozinho entrar no ônibus Castelo,
saltar no fim da linha, andar sem medo
no centro da cidade proibida,
em meio à multidão que nem notava
que eu não lhe pertencia - e de repente,
anônimo entre anônimos, notar
eufórico que sim, que pertencia
a ela, e ela a mim - , entrar em becos,
travessas, avenidas, galerias,
cinemas, livrarias: Leonardo
da Vinci Larga Rex Central Colombo
Marrecas Íris Meio-Dia Cosmos
Alfândega Cruzeiro Carioca
Marrocos Passos Civilização
Cavé Saara São José Rosário
Passeio Público Ouvidor Padrão
Vitória Lavradio Cinelândia:
lugares que antes eu nem conhecia
abriam-se em esquinas infinitas
de ruas doravante prolongáveis.

Antonio Cícero 

*

O PAÍS DAS MARAVILHAS

Não se entra no país das maravilhas,
pois ele fica do lado de fora,
não do lado de dentro. Se há saídas
que dão nele, estão certamente à orla
iridescente do meu pensamento,
jamais no centro vago do meu eu.
E se me entrego às imagens do espelho
ou da água, tendo no fundo o céu,
não pensem que me apaixonei por mim.
Não: bom é ver-se no espaço diáfano
do mundo, coisa entre coisas que há
no lume do espelho, fora de si:
peixe entre peixes, pássaro entre pássaros,
um dia passo inteiro para lá.

Antonio Cícero

*

SAIR

Largar o cobertor, a cama, o
medo, o terço, o quarto, largar
toda simbologia e religião; largar o
espírito, largar a alma, abrir a
porta principal e sair. Esta é
a única vida e contém inimaginável
beleza e dor. Já o sol,
as cores da terra e o
ar azul — o céu do dia —
mergulharam até a próxima aurora; a
noite está radiante e Deus não
existe nem faz falta. Tudo é
gratuito: as luzes cinéticas das avenidas,
o vulto ao vento das palmeiras
e a ânsia insaciável do jasmim;
e, sobre todas as coisas, o
eterno silêncio dos espaços infinitos que
nada dizem, nada querem dizer e
nada jamais precisaram ou precisarão esclarecer.

Antonio Cícero 
.
*
.
MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA

Fica em Boa Viagem. Disco voador
ele não é, pois não pousou na pedra
mas se ergue sobre ela; nem alça vôo:
à orla de cidades e florestas
suspende-se no ar feito pergunta
e o que tem dentro mergulha e se banha
no mundo em volta e o mundo em volta o inunda:
é o museu fora de si, de atalaia
à curva do abismo, à altura das musas,
sobre o mar, sobre a pedra sobre o mar,
e sobre o espelho d'água em que se apura
sobre essa pedra um mar a flutuar,
um céu na terra, quase nada, um aire,
a flor de concreto do Niemeyer.
.
Antonio Cícero
.
*
.
BALANÇO

A infância não foi uma manhã de sol:
demorou vários séculos; e era pífia,
em geral, a companhia. Foi melhor,
em parte, a adolescência, pela delícia
do pressentimento da felicidade
na malícia, na molícia, na poesia,
no orgasmo; e pelos livros e amizades.
Um dia, apaixonado, encarei a minha
morte: e eis que ela não sustentou o olhar
e se esvaiu. Desde então é a morte alheia
que me abate. Tarde aprendi a gozar
a juventude, e já me ronda a suspeita
de que jamais serei plenamente adulto:
antes de sê-lo, serei velho. Que ao menos
os deuses façam felizes e maduros
Marcelo e um ou dois dos meus futuros versos.
.
Antonio Cícero
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Antonio Cícero nasceu no Rio de Janeiro, em 1945 e é formado em Filosofia pelo University College da Universidade de Londres. Poeta e ensaísta, é autor, entre outras coisas, dos livros de poemas Guardar (Record, 1996 - Prêmio Nesdé) e A cidade e os livros (Record, 1996), assim como do ensaio filosófico O mundo desde o fim (Francisco Alves, 1995) e do livro de ensaios sobre poesia e arte Finalidades sem fim (Companhia das Letras, 2005). Junto com o poeta Waly Salomão, editou o livro de ensaios O relativismo enquanto visão do mundo (Francisco Alves, 1994) e organizou a Nova antologia poética de Vinícius de Moraes (Companhia das Letras, 2003). Letrista de canção popular, tem como parceiros e intérpretes Marina Lima, Adriana Calcanhotto, João Bosco e Caetano Veloso, entre outros.
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Artigo de Sylvia Beirute
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