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terça-feira, 29 de novembro de 2011

DESCONTOS DE NATAL

O meu livro está com um desconto simpático na Wook.pt. Boa prenda de Natal, não vos parece?
.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

IMAGEM A DUAS DIMENSÕES - POEMA - SYLVIA BEIRUTE

























IMAGEM A DUAS DIMENSÕES

a minha velhice alimenta-se de juventude
e é incrível
uma energia de cansaço, dedadas
na imagem do amanhã
límpido & alegre.

Sylvia Beirute
inédito
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MIGUEL QUEIRÓS PINTO - FOTOGRAFIA


Merece atenção a fotografia de Miguel Queirós Pinto.
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VIEIRA CALADO - POEMA - MAIS NADA




Alguns dos poemas do poeta do Algarve Vieira Calado remetem-me para um ambiente pessoano. Gostei deste Mais Nada.

MAIS NADA

Antes de morrer não vou dizer nada
porque nada iria servir para nada.

O que as outras pessoas querem que eu diga
já o disse.

O que os amigos querem que eu faça
já o fiz.

Só não lhes disse
que ao morrer não iria dizer ou fazer mais nada
porque não há nada mais ridículo
que dizer ou fazer o que quer que seja
ao morrer.

Vieira Calado
inédito lido no blogue do poeta
.

O BULE - ESPECIAL POESIA LUSÓFONA



A convite do seu Conselho Editorial, participei com a minha poesia no especial de poesia de O Bule juntamente com poetas que muito admiro.
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SUBLIME POETA

Gosto do Sublime Poeta.
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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

DESERTO URBANO - POEMA - SYLVIA BEIRUTE


















DESERTO URBANO

se me derem um deserto para viver.
do deserto selecciono a minha independência
para ver ao longe aquilo que ao perto
já não amanhece.
e no grande livro do nada 
uma conjunção avermelhece
como estrutura transitiva, 
como massa de água que resolve as luzes
e ainda assim ilumina todas as raízes.
e por fim desejo não ter de escolher as palavras.
que os dias sejam levados com os astros.
que o meu segredo seja um exercício infinito,
mapa para nenhuma coisa.
.
Sylvia Beirute
inédito
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TU NUNCA FOSTE UM ANÚNCIO - POEMA - SYLVIA BEIRUTE

























Para os viciados, está aqui um poema novo:

TU NUNCA FOSTE UM ANÚNCIO

tu nunca foste um anúncio
nunca vendeste nada
nem sequer o teu amor

tu nunca tiveste qualquer pequena coisa
à prova de bala
tu nunca escreveste coisas simples
{coisas como eu gosto de ti
ou és especial}

tu nunca foste uma resposta
e talvez por isso te perguntei
tanta coisa.

Sylvia Beirute
inédito
.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

PERGUNTEMA - GAVINE RUBRO - POEMA

PERGUNTEMA

{à Sylvia Beirute
& Luís Ene}

quantas cores tem o céu?
quantas metáforas
insere a palavra poesia?
quantos corações
vivem num só?
Quantos surrealismos
ainda respiram?
que sentimento
absorve o negro do ódio?
quantos poetas dizem
«dada»?
quantas facas tem cada boca?
e quantos dentes a faca?

como se conjuga o vermelho?
qual a velocidade dos sonhos?
onde mora o branco da folha?
quantas páginas tem
a palavra esperança?
quantas mentiras
para acabar o mundo?
e verdades para o seu
renascimento?

onde está Portugal?
em que corpo vivem agora
os grandes poetas do passado?
quantas hienas
num elogio?
qual o boomerang
da frontalidade?
onde param os bons livros?

quem morre hoje?
qual o Deus físico?
que palavra maior
que todas as outras?
que pseudónimo
sem corpo?
e que corpo
de nome verdadeiro?

o que se esconde debaixo
das folhas caídas?
com que proteger
as árvores nuas outonais?
que estações
para a destruição?

que crepúsculo escuro?
que inercia se move
nestas linhas?
que poema é este?!

Gavine Rubro
inédito lido na Célula Rubra
.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

CINDERELA - POEMA - SYLVIA BEIRUTE

























CINDERELA

cinderela na rua do mundo.
doces olhos vezes baixinho.
a escrita sobe pelas escadas.
as páginas são sempre a próxima página.
todas as pessoas estão no lado direito
das suas opções.
o corpo já não contém cinderela
na rua do mundo.
há pontos do meio em forma
de poesia inglesa.
as pessoas salvaguardam o seu património.
desaparecem palavras belas daqui.
é meia-noite mas há muito
que anoiteceu.
a neurose intelectual está diante
do meu último capítulo.

Sylvia Beirute
inédito
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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

QUIRAL - POEMA - SYLVIA BEIRUTE

























QUIRAL

street street street street street street street street
street street street street
street street street street street street street street
street secret street street
street street street street street street street street
street street street street
street street street street street street street street
street street street street
street street street street street street street street
street street street street
street secret street street
street street street street street street street street 
street street street street

um segredo murmura do outro lado
do silêncio
como um pássaro que silencia o ar.

Sylvia Beirute
inédito
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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A DIFERENÇA ENTRE A DITADURA E A DEMOCRACIA



A diferença entre a ditadura e a democracia é que na ditadura roubam poucos, na democracia roubam muitos.

S.
.

ANTUÉRPIA, PARIS OU ISTAMBUL - POEMA - ISTAMBUL

























ANTUÉRPIA, PARIS OU ISTAMBUL

muito conhecimento e estou a morrer.
muito conhecimento para quê?
onde coloco o conhecimento?
onde poderá ele continuar a crescer a partir
desta base?
em que corpo?
muito conhecimento e estou a morrer.
o meu pai veio visitar-me.
os meus irmãos estão de mãos dadas
à volta de mim.
fazem um cordão à volta de mim.
muito conhecimento matemático me surge.
que coisa absurda.
que coisa sem sentido ou lógica.

muita emoção depois de morrer.
{a minha tosse parou}
muita emoção para quê?
onde colocam os meus familiares e amigos
tanta emoção?
onde a esconderam antes?

e eu ainda estou presente.
eu sorrio. gesticulo e faço auto-regressos.
ninguém me consegue ver.
talvez dê um pulo a antuérpia daqui
a pouco. ou paris. ou istambul.
sempre adorei viajar.
agora posso voar.

Sylvia Beirute
inédito
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