Perdoem-me a ausência. Actualizo o blogue para dizer que hoje o programa de rádio (RUA FM) Eclético Azul será, segundo consta no blogue, "exclusivamente dedicado à poesia de Sylvia Beirute". Fiquei curiosa.
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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
ADRIANO WINTTER - POEMA - CÉU ÉBRIO
Recentemente pude ler alguma da poesia do poeta brasileiro Adriano Wintter. Deixo a sugestão.
CÉU ÉBRIO
bebeu
todo vinho
suave da noite
quebrou
sua taça
infinita de estrelas
e acordou
solarmente na rua
com bandos de aves
no terno azul
Adriano Wintter
in Revista EutomiaADRIANO WINTTER Nasceu em Porto Alegre/RS. Foi vencedor do Femup 2010, com o poema "os átilas", e integrou sua antologia. Tem outros poemas publicados nas Revistas Germina, Aliás e no Jornal Poesia Viva.
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poemas de outros
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
BRASIL: SOLIVAN BRUGNARA - POEMA
O Brasil sempre esteve muito próximo da minha poesia. Há uns anos que estabeleço relações muito próximas com alguns poetas brasileiros. O meu livro inclusive teve algum destaque no Brasil, tendo ido alguns exemplares para o outro lado do Atlântico. É sempre interessante quando algumas pessoas que respeitamos escrevem sobre aquilo que fazemos. Por vezes vêem coisas que, aquando do nosso momento criativo, nós não pensamos, o que se torna muito gratificante, influenciando a nossa criação futura (falo por mim).
O poeta brasileiro Solivan Brugnara escreveu sobre a minha poesia de forma muito certeira e, sobretudo, muito original, em forma de poema, um belo poema como há muito tempo não lia um. Revejo ali um pouco do meu poema Aviso (in Uma Prática para Desconserto, 4águas, 2011) mas com uma dimensão completamente diferente.
Chama-se Diretrizes Para um Poema ao Modo de Sylvia Beirute, e pode ser lido no blogue do poeta.
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
MISE EN SCÈNE - POEMA - SYLVIA BEIRUTE
MISE EN SCÈNE
a percepção é que é o poema.
as palavras
não funcionam como um todo.
existe um verso
em trânsito que
vai consumindo todos os outros.
que vai de dentro para fora.
e é ele verdadeiramente
que chega
aos olhos da leitura.
ele e só ele.
não existe isso do poema.
a percepção
é que é o poema.
e a percepção pode ser um pedaço
de silêncio dividido em dois
ou um espelho de memória
ou um animal mal domesticado.
estou a ver. sim.
e talvez resida aí a dificuldade
de toda a poesia.
Sylvia Beirute
inédito
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PIOLHO, REVISTA DE POESIA - NÚMERO SETE - CRÍTICA LITERÁRIA
Há tempos recebi um convite para participar em dois números da Revista de Poesia Piolho. A primeira das minhas participações concretiza-se neste número sete, dedicado à crítica literária. Escrevi um artigo sobre um livro que ganhou um Prémio Literário na Madeira. Quem adivinhar o nome da obra e do poeta recebe um livro meu de prenda de Natal.
Segundo o blogue das Edições Mortas:
PIOLHO Revista de Poesia (na Pluralcores tipografia)
«O crítico enquanto artista falhado é uma figura
vulgar» Spephen Vizinczey
vulgar» Spephen Vizinczey
Rodrigo Miragaia (ilustrações), Carlos Nogueira, Rui Azevedo Ribeiro, Francisco Félix, Sylvia Beirute, Sílvia C. Silva, Maria Conceição Caleiro, Pedro S. Martins, A. Pedro Ribeiro, Ricardo Marques, Amândio Reis, Rui Tinoco, Humberto Rocha, A. Dasilva O., Nuno Brito, Pedro Jofre, Fernando Esteves Pinto, Hugo Pinto Santos, Renée Brock, Henrique Manuel Bento Fialho, Sérgio Almeida e António S. Oliveira
fazem mais ou menos por esta desordem este
número
o sétimo Novembro 2011
Coordenado por Sílvia C. Silva, Meireles de Pinho (capa e arranjo gráfico), Fernando Guerreiro e A. Dasilva O
número
o sétimo Novembro 2011
Coordenado por Sílvia C. Silva, Meireles de Pinho (capa e arranjo gráfico), Fernando Guerreiro e A. Dasilva O
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terça-feira, 29 de novembro de 2011
DESCONTOS DE NATAL
O meu livro está com um desconto simpático na Wook.pt. Boa prenda de Natal, não vos parece?
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uma prática para desconserto; o livro
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
IMAGEM A DUAS DIMENSÕES - POEMA - SYLVIA BEIRUTE
IMAGEM A DUAS DIMENSÕES
a minha velhice alimenta-se de juventude
e é incrível
uma energia de cansaço, dedadas
na imagem do amanhã
límpido & alegre.
Sylvia Beirute
inédito
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VIEIRA CALADO - POEMA - MAIS NADA
Alguns dos poemas do poeta do Algarve Vieira Calado remetem-me para um ambiente pessoano. Gostei deste Mais Nada.
MAIS NADA
Antes de morrer não vou dizer nada
porque nada iria servir para nada.
O que as outras pessoas querem que eu diga
já o disse.
O que os amigos querem que eu faça
já o fiz.
Só não lhes disse
que ao morrer não iria dizer ou fazer mais nada
porque não há nada mais ridículo
que dizer ou fazer o que quer que seja
ao morrer.
Vieira Calado
inédito lido no blogue do poeta
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O BULE - ESPECIAL POESIA LUSÓFONA
A convite do seu Conselho Editorial, participei com a minha poesia no especial de poesia de O Bule juntamente com poetas que muito admiro.
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sexta-feira, 25 de novembro de 2011
DESERTO URBANO - POEMA - SYLVIA BEIRUTE
DESERTO URBANO
se me derem um deserto para viver.
do deserto selecciono a minha independência
para ver ao longe aquilo que ao perto
já não amanhece.
e no grande livro do nada
uma conjunção avermelhece
como estrutura transitiva,
como massa de água que resolve as luzes
e ainda assim ilumina todas as raízes.
e por fim desejo não ter de escolher as palavras.
que os dias sejam levados com os astros.
que o meu segredo seja um exercício infinito,
mapa para nenhuma coisa.
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Sylvia Beirute
inédito
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poemas próprios
TU NUNCA FOSTE UM ANÚNCIO - POEMA - SYLVIA BEIRUTE
Para os viciados, está aqui um poema novo:
TU NUNCA FOSTE UM ANÚNCIO
tu nunca foste um anúncio
nunca vendeste nada
nem sequer o teu amor
tu nunca tiveste qualquer pequena coisa
à prova de bala
tu nunca escreveste coisas simples
{coisas como eu gosto de ti
ou és especial}
tu nunca foste uma resposta
e talvez por isso te perguntei
tanta coisa.
Sylvia Beirute
inédito
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