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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

BANDEJA COM ESTRELAS - POEMA - SYLVIA BEIRUTE






















BANDEJA COM ESTRELAS

num rosto não cabem dois.

que as coisas tenham para nós
uma perduração
e que emendem a revelação
das reentrâncias.

proibo-te à infância.

a minha voz
ilumina a palavra não.

que este silêncio seduza
a tristeza que nos
desmerece e que entra no fulgor
desnecessário
da nossa separação infinita.

e no final de tudo está sempre
o melhor início.

numa bandeja de estrelas.

que as coisas tenham para nós
uma perduração.

que a morte se deixe ficar
onde está.

Sylvia Beirute
inédito

O meu livro Uma Prática para Desconserto em wook.pt.
 .

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

ECLÉTICO AZUL



Perdoem-me a ausência. Actualizo o blogue para dizer que hoje o programa de rádio (RUA FM) Eclético Azul será, segundo consta no blogue, "exclusivamente dedicado à poesia de Sylvia Beirute". Fiquei curiosa.
.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

ADRIANO WINTTER - POEMA - CÉU ÉBRIO

























Recentemente pude ler alguma da poesia do poeta brasileiro Adriano Wintter. Deixo a sugestão. 

CÉU ÉBRIO

bebeu
todo vinho
suave da noite
quebrou
sua taça
infinita de estrelas
e acordou
solarmente na rua
com bandos de aves
no terno azul


Adriano Wintter
in Revista Eutomia

ADRIANO WINTTER Nasceu em Porto Alegre/RS. Foi vencedor do Femup 2010, com o poema "os átilas", e integrou sua antologia. Tem outros poemas publicados nas Revistas Germina, Aliás e no Jornal Poesia Viva.
.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

BRASIL: SOLIVAN BRUGNARA - POEMA



O Brasil sempre esteve muito próximo da minha poesia. Há uns anos que estabeleço relações muito próximas com alguns poetas brasileiros. O meu livro inclusive teve algum destaque no Brasil, tendo ido alguns exemplares para o outro lado do Atlântico. É sempre interessante quando algumas pessoas que respeitamos escrevem sobre aquilo que fazemos. Por vezes vêem coisas que, aquando do nosso momento criativo, nós não pensamos, o que se torna muito gratificante, influenciando a nossa criação futura (falo por mim).

O poeta brasileiro Solivan Brugnara escreveu sobre a minha poesia de forma muito certeira e, sobretudo, muito original, em forma de poema, um belo poema como há muito tempo não lia um. Revejo ali um pouco do meu poema Aviso (in Uma Prática para Desconserto, 4águas, 2011) mas com uma dimensão completamente diferente.

Chama-se Diretrizes Para um Poema ao Modo de Sylvia Beirute, e pode ser lido no blogue do poeta. 
.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

MISE EN SCÈNE - POEMA - SYLVIA BEIRUTE


















MISE EN SCÈNE

a percepção é que é o poema.
as palavras 
não funcionam como um todo.
existe um verso 
em trânsito que
vai consumindo todos os outros.
que vai de dentro para fora.
e é ele verdadeiramente 
que chega
aos olhos da leitura.
ele e só ele.
não existe isso do poema.
a percepção 
é que é o poema.
e a percepção pode ser um pedaço
de silêncio dividido em dois
ou um espelho de memória
ou um animal mal domesticado.
estou a ver. sim.
e talvez resida aí a dificuldade 
de toda a poesia.


Sylvia Beirute
inédito
.

PIOLHO, REVISTA DE POESIA - NÚMERO SETE - CRÍTICA LITERÁRIA



Há tempos recebi um convite para participar em dois números da Revista de Poesia Piolho. A primeira das minhas participações concretiza-se neste número sete, dedicado à crítica literária. Escrevi um artigo sobre um livro que ganhou um Prémio Literário na Madeira. Quem adivinhar o nome da obra e do poeta recebe um livro meu de prenda de Natal.

PIOLHO Revista de Poesia (na  Pluralcores tipografia)
 
«O crítico enquanto artista falhado é uma figura
vulgar» Spephen Vizinczey

 
Rodrigo Miragaia (ilustrações), Carlos Nogueira, Rui Azevedo Ribeiro, Francisco Félix, Sylvia Beirute, Sílvia C. Silva, Maria Conceição Caleiro, Pedro S. Martins, A. Pedro Ribeiro, Ricardo Marques, Amândio Reis, Rui Tinoco, Humberto Rocha, A. Dasilva O., Nuno Brito, Pedro Jofre, Fernando Esteves Pinto, Hugo Pinto Santos, Renée Brock, Henrique Manuel Bento Fialho, Sérgio Almeida e António S. Oliveira
 
fazem mais ou menos por esta desordem este
número
o sétimo Novembro 2011
Coordenado por Sílvia C. Silva, Meireles de Pinho (capa e arranjo gráfico), Fernando Guerreiro e A. Dasilva O
.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

DESCONTOS DE NATAL

O meu livro está com um desconto simpático na Wook.pt. Boa prenda de Natal, não vos parece?
.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

IMAGEM A DUAS DIMENSÕES - POEMA - SYLVIA BEIRUTE

























IMAGEM A DUAS DIMENSÕES

a minha velhice alimenta-se de juventude
e é incrível
uma energia de cansaço, dedadas
na imagem do amanhã
límpido & alegre.

Sylvia Beirute
inédito
.

MIGUEL QUEIRÓS PINTO - FOTOGRAFIA


Merece atenção a fotografia de Miguel Queirós Pinto.
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VIEIRA CALADO - POEMA - MAIS NADA




Alguns dos poemas do poeta do Algarve Vieira Calado remetem-me para um ambiente pessoano. Gostei deste Mais Nada.

MAIS NADA

Antes de morrer não vou dizer nada
porque nada iria servir para nada.

O que as outras pessoas querem que eu diga
já o disse.

O que os amigos querem que eu faça
já o fiz.

Só não lhes disse
que ao morrer não iria dizer ou fazer mais nada
porque não há nada mais ridículo
que dizer ou fazer o que quer que seja
ao morrer.

Vieira Calado
inédito lido no blogue do poeta
.

O BULE - ESPECIAL POESIA LUSÓFONA



A convite do seu Conselho Editorial, participei com a minha poesia no especial de poesia de O Bule juntamente com poetas que muito admiro.
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SUBLIME POETA

Gosto do Sublime Poeta.
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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

DESERTO URBANO - POEMA - SYLVIA BEIRUTE


















DESERTO URBANO

se me derem um deserto para viver.
do deserto selecciono a minha independência
para ver ao longe aquilo que ao perto
já não amanhece.
e no grande livro do nada 
uma conjunção avermelhece
como estrutura transitiva, 
como massa de água que resolve as luzes
e ainda assim ilumina todas as raízes.
e por fim desejo não ter de escolher as palavras.
que os dias sejam levados com os astros.
que o meu segredo seja um exercício infinito,
mapa para nenhuma coisa.
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Sylvia Beirute
inédito
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