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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

ALGARVE - 12 POETAS A SUL DO SÉCULO XXI



Sairá em breve (ainda sem apresentações marcadas) a antologia de poesia Algarve - 12 Poetas a Sul do Século XXI (Editora Livros Capital), antologia que representa aquilo que alguns dos mais importantes poetas do Algarve (naturais ou adoptados) fizeram nos últimos anos. A antologia contempla poetas com obra de poesia publicada até à primeira década do século XXI e, para além de dez poemas por autor com respectiva biografia, tem ainda um ensaio crítico sobre cada poeta, ensaio esse escrito por outro poeta. Foi nesta modalidade que tive a honra de participar na obra, tendo escrito sobre a poesia de José Carlos Barros. Este é daqueles livros quase obrigatórios para quem gosta de poesia.  O prefácio é de António Carlos Cortez, poeta, professor e crítico literário.

Poetas antologiados:

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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

ANTOLOGIA DE POESIA: MEDITAÇÕES SOBRE O FIM - OS ÚLTIMOS POEMAS (HARIEMUJ, 2012)



Segundo o blogue Porosidade Etérea:

Está quase a chegar às livrarias a Antologia de Poesia "Meditações sobre o fim – os últimos Poemas" (os últimos poemas escritos antes da morte) da jovem editora Hariemuj, (dirigida por Maria Quintans e Vítor Marques da Cruz) e que contém poemas dos seguintes autores:
Alice Macedo Campos, Ana Hatherly, Ana Paula Inácio, Ana Salomé, António Gregório, Bénédicte Houart, Bruno Béu, Casimiro de Brito, Catarina N. Almeida, Cláudia Lucas Chéu, Duarte Braga, Filipa Leal, Hugo Milhanas Machado, Inês Fonseca Santos, Inês Ramos, Joana Jacinto, Joana Serrado, João Barrento, João Bosco da Silva, João Camilo, Joaquim Cardoso Dias, Jorge Menezes, Jorge Vicente, Leila Andrade, Maria do Sameiro Barroso, Maria Sousa, Nicolau Santos, Nuno Brito, Pablo Javier Pérez López, Pedro S. Martins, Raquel Nobre Guerra, Ricardo Tiago, Rodrigo Miragaia, Romério Rômulo Campos Valadares, Rui Almeida, Sylvia Beirute, Tiago Nené, Victor Oliveira Mateus. 
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MÍNIMO - POEMA - SYLVIA BEIRUTE





















MÍNIMO

és um bocado do que te refizeste. coberto de deslumbres. com um grande deus que te sai pelas orelhas. não há medidas. há preenchimentos. preenchimentos e vazios. e vazios.

Sylvia Beirute
inédito
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CENA CAMPESTRE - ANNA ENQUIST - POEMA

























CENA CAMPESTRE

A casa esperou por nós,
pensamos. O duplo renque de árvores
acena-nos que nos cheguemos. Num sussurro,
o rio vai escorregando cheio
entre as margens.

À hora exacta, o sol vai esconder-se
por trás dos campos. A escuridão
envolve a casa que nos protege.
Acendemos o fogo, bebemos
entre as paredes.

Vendi-me inteira à
segurança e debruço-me da janela.
Dormem cavalos e galos, a água
pisca o olho à lua, e eu a pagar,
sempre a pagar.


Anna Enquist
Rosa do Mundo – 2001 Poemas para o Futuro
Assírio & Alvim, 2001 
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

ECLÉTICO AZUL - POEMA - SYLVIA BEIRUTE



























ECLÉTICO AZUL

quanto mais
quanto mais ainda menos
e o receio das palavras
de tentar ainda mais
ainda menos
um espelho de água
uns olhos frios
uma carne contra as notícias
quanto mais
quanto mais ainda menos
ir dormir
ir pedir razões ao subconsciente
ir nascer de uma ideia
não pensada
quanto mais
quanto mais ainda menos
ainda amanhecer na desculpa pendente
de grau superior
ainda pesar a metáfora e perder nela
a comparação
ainda calcular a cor e ver nela a dor
quanto mais
quanto mais ainda menos
ainda menos porque ainda mais
ainda mais mais.

Sylvia Beirute
inédito
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

THE GIFT: BLINDNESS (DO ÁLBUM «PRIMAVERA», 2012)



Forgive my blindness
Forgive my blindness
Forget my distance

I was breathing
I guess I was just breathing

So many years to tell you friend, all I needed was a good man

Forget my blindness
Forgive my blindness
Forgive my distance

Remember me
Remember my birthday remember I'm here
To take the smiles and the blows
You're more than a friend

The Gift
Tema: Blindness
Álbum: Primavera
Ano: 2012


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O DIA DE REIS E AS ROMÃS

Creio que a palavra crise e a palavra superstição andam, por vezes, de mãos dadas. Dizem que no Dia de Reis convém ter romãs em casa para que haja prosperidade para o resto do ano (e também saúde, paz e amor). De todo o modo, mesmo para quem não acredite nestes dizeres populares e nesta tradição, sempre se pode dizer que a romã, rico em vitaminas A, C e E, é um fruto que faz muito bem à saúde. Dizem até que o consumo frequente reduz até 30% o risco de enfarte, entre outros benefícios.

CIDADE-RAPAZ - POEMA - SYLVIA BEIRUTE

















Escrever poemas eróticos de qualidade é muito difícil. Mas sinto-me imensamente feliz com o que exprimi neste poema. 

CIDADE-RAPAZ

quero viver contigo 
numa cidade-rapaz
e jantar num restaurante situado no ombro
talvez mais tarde um passeio pelo peito
esconder-me contigo na floresta do peito
oh mas nunca conhecer 
esse rapaz que é cidade
nem o seu coração que bate como trovoada
a sua insanidade saudável
mas no final do dia 
quero deitar-me contigo
ouvindo a sua respiração suave
{entrando na sua respiração aí suave}
e falar para esta cidade 
em forma de corpo indecente
esperando suas reacções mais espontâneas
seus sonhos mais nefastos
e quando a cidade acordar 
fingir-nos-emos 
mitológicos como a dissolução
dos cúmplices
e viveremos atrás dos olhos
num interstício da alma.

Sylvia Beirute
inédito
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

ENTARDECIMENTO - POEMA - SYLVIA BEIRUTE



















ENTARDECIMENTO

nada pior do que entardecer
na infância de qualquer pequeno nada.
não soube guardar a criança.
não soube iluminar o silêncio
com palavras anónimas.
é uma espécie de lado inverso
da felicidade (o lado mitológico das 
cidades, como diria al berto).
e eu fi-lo.
vivi intensamente e fabriquei coisas
com palavras que também elas
viviam intensamente.
e entardeci como o retrato que envelhece
com o rigor do tempo,
com o lado didáctico da questão séria. 
e a criança apareceu hoje, vi-a no sorriso
de uma outra, feliz, muito feliz.

Sylvia Beirute
inédito
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LUÍS MONTENEGRO, A MAÇONARIA E A LOJA MOZART



Algo vai muito mal na política quando esta deixa de ser transparente. Não me parece que o exercício de um cargo político (ainda para mais um cargo político de relevância nacional) seja compatível com a simples presença ou a qualidade de membro em organizações secretas (ou discretas, como eles dizem usando o eufemismo). É algo que atinge os pressupostos da vida pública e com consequências negativas na relação entre as instituições do estado e os cidadãos. Quem decide escolher o caminho da vida político-partidária tem necessariamente obrigações. Não é admissível, numa questão que está longe de ser da vida meramente privada, que um político como Luís Montenegro, líder parlamentar do PSD, e supostamente pertencente à Loja Mozart (loja maçónica), se dê ao luxo de não responder à perguntas que lhe são dirigidas acerca desta ligação. E digo que não é da vida meramente privada uma vez que os tentáculos destas organizações são bem conhecidos, estabelecendo-se em muitas questões acima das instituições ditas oficiais. E que tal se o primeiro-ministro se pronunciasse acerca desta questão? E se fosse o primeiro-ministro que pertencesse à maçonaria? Quem controlaria o estado afinal? Em quem votaríamos?
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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

SAM RIVERS (1923-2011)



Fuchsia Swing album, same song. Personel: Sam Rivers: Tenor Sax Jaki Byard: Piano Ron Carter: Bass Tony Williams:Drums
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domingo, 25 de dezembro de 2011

FORMA DE FICAR - POEMA - SYLVIA BEIRUTE


























FORMA DE FICAR

os estilhaços formam números.
como se eu não pudesse falar de outra coisa
ou de outra
forma de ficar.
eu posso queixar-me a cada minuto.
eu posso ser o centro do meu universo
a cada minuto.
sentir a falta de paulo leminski.
e os estilhaços formam números porque
os procuram.
assim como o silêncio procura uma palavra
que o cale para sempre.
i am done with it.
i just don't care, you know?
done. done com a forma de ficar
e de provar o dilúvio.
done with my own elements 
que não
afluem a qualquer outro sono
maior na véspera 
de um mundo novo.

Sylvia Beirute
inédito
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sábado, 24 de dezembro de 2011

POEMA DE NATAL - SYLVIA BEIRUTE

























POEMA DE NATAL

de boca em boca o fulgor obsessivo 
das horas do poema de natal subindo e singrando 
na pergunta que descobre e alcança 
o fim de qualquer rua 

e furtivamente de tempos em tempos 
a memória desce à sede que tenho de ti 

e é como se o nosso natal sempre ali tivesse estado
ali na insónia adolescente e à lareira
desembrulhando os presentes
e todos os nossos sorrisos & segredos.

Sylvia Beirute
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