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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Um poema de Pedro Tamen



















(para Irene Ribeiro)

Havia tojo e urze entre as carumas,
Parcos caminhos, bidentadas sendas,
Toques de azul fundidos com os olhos,
Sonhos, milhafres e sob nós toupeiras;
Mas sobretudo a terra parda e quente
A gerar leitos e veias para os pés,
Até ao ponto de nem pensar saber,
Se o corpo vertical é que a calcava
Ou se dela nascia como o resto.

Era o verão? Por certo era. Em cada grão
Morava evanescente uma estação.


Pedro Tamen
Em Memória Indescritível
Gótica

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