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segunda-feira, 24 de maio de 2010

O meu amigo Ademar Santos

É com muita tristeza que aqui anuncio o falecimento, este fim-de-semana, do meu amigo e escritor Ademar Santos. O Ademar era uma pessoa encantadora, um poeta brilhante, e autor de um dos blogues mais lidos em Portugal, o Abnoxio

Da literatura, tirando as pessoas que me estão próximas, era aquela com quem mais tinha contacto, era ele que me lia a sua poesia, me pedia humildemente opiniões, e eu fazia-o reciprocamente, submetendo os meus poemas ao seu exigente crivo. 

O ano passado envergonhou-me com a declaração de que o meu blogue de poesia era o seu favorito (o que não se faz a uma menina indefesa, na altura disse-lhe), também ia escrevendo uns "improvisos para sylvia beirute" (como este)...e, em privado, mimava-me com pérolas como esta:




 






















Muito me pediu um livro o Ademar e esse desejo, posso dizê-lo, está hoje mais próximo de concretização. Dedicá-lo-ei.

Descansa em paz, querido amigo.

Sylvia Beirute

10 comentários:

  1. é sempre doloroso esta perda,a perda de alguém.
    à família ,aos amigos íntimos e aos outros que conhecem sua obra,as minhas respeitosos condolências.

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  2. Obrigada pela lembrança e porque tive o prazer e a sorte de o conhecer graças a ti, Sylvia.

    Beijo

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  3. Sinto muito por sua perda Sílvia. Quando morre um amigo vai com ele um pedaço de nós e quando esse amigo é poeta, leva até a nossa pontuação.

    Beijo carinhoso.

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  4. belissima pérola ...!
    e lamentável a morte do poeta .
    muito me comoveu esse poema ...
    choro tambem por ele.

    um beijo sylvia !

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  5. belo poema. bela homenagem.
    e aqui, na garganta, um nó.
    existe uma nova estrela no céu.
    evoé, poeta!

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  6. E eu, voltando de uma viagem de comboio, descubro agora do falecimento do Ademar. Que conheci sem nunca ter conhecido.
    Perdi um amigo e estou, definitivamente, mais pobre.

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  7. "Morrer acontece
    Com o que é breve e passa
    Sem deixar vestígio",

    disse Carlos Drummond de Andrade, um dos nossos maiores poetas brasileiros.

    Sinto pela ausência de seu amigo.
    Abraços,

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  8. Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

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  9. Agradecido pela visita ao Rembrandt...

    Retornarei ao seu espaço com frequência

    abraço

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  10. AS HORAS


    Tem horas que uma hora bate na porta
    Na porta do coração querendo então falar
    Alguma palavra para despertar o coração
    Trazendo uma luz por um novo caminhar

    A pressa da gente com outras ainda mais
    De nós vai arrancando lindas essências
    E essa hora insiste batendo nessa porta
    para o coração não perder sua real rota

    Tem horas que essa hora é tão delicada
    De tão delicada que tem finura invisível
    Mas como toda pressa aniquila o coração

    Essa santa hora com sua santa palavra
    Bate, bate mas, como o coração na abre
    Vamos, então, nos perdendo por dentro.

    Guina

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