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terça-feira, 9 de agosto de 2011

POEMA - MARIA COSTA - QUARENTA E UM ANOS

QUARENTA E UM ANOS

Mais lento o tempo
Um pequeno escritório que abre a janela
sobre a cidade
Lá bem ao fundo o tejo
De quando em vez pela manhã alguma gaivota traz o seu guincho
Uma secretária, uns tantos livros
Mais lento o tempo agora
As mãos criaram silêncio
e sobre o sulco da sua pele já se desenha a água do tempo
Muito mais lento o tempo agora
O mar passou a ter outro encanto no inverno
A música é um lugar ébrio cada vez mais procurado
As leituras são mais saboreadas como quem toma um requintado chá
O amor, o exacto amor chegou agora, profundo e puro
desapegado de tudo que não seja ele mesmo
Coisas poucas que o tempo ensina com enternecimento
Coisas poucas que nos aguardam com um abraço
Coisas poucas que necessito já para viver
Coisas poucas como este simples poema 

Maria Costa
.

2 comentários:

  1. Quando é que a poesia é feita de simplicidade? Talvez, quando as palavras que a devoram são o alimento voraz do tempo que a chora.
    Jorge Manuel Brasil Mesquita
    Lisboa, 09/08/2011

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