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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Um poema de Sylvia Beirute - Certezza


























CERTEZZA

não confio em mim. não confio em ti.
não confio em nós.
o mais apropriado é não fazermos verbos
em quartos de silêncio, em corpos de
natureza ruidosa de actos,
na extensão rasteira das nuvens,
em ruínas de poemas,
verbos que tratam algumas palavras
por substantivos, substantivos
que estimulam e reprimem verbos
que fazem rachaduras nos lábios
iluminando proibições na fala.
não confio em mim. não confio em ti.
não confio em nós.

Sylvia Beirute
inédito

(firenze, 3 de dezembro de 2009)

4 comentários:

  1. ...distinta composição, gostei!

    sabe-me bem ler os teus poemas... de uma inteligente profundidade nos conteúdo e com seriedade linguística, talento autêntico com as evidências marcantes da actualidade.


    ^^

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  2. És uma obra-prima, Sílvia. Uma obra-prima plena. Tu e esta poesia cheia de sabor !
    Lindo(s)...

    Sofia.

    ResponderEliminar
  3. É bom sentir a essência das palavras nestes versos...

    Um abraço,

    Samuel Pimenta.

    ResponderEliminar