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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

LUÍS MONTENEGRO, A MAÇONARIA E A LOJA MOZART



Algo vai muito mal na política quando esta deixa de ser transparente. Não me parece que o exercício de um cargo político (ainda para mais um cargo político de relevância nacional) seja compatível com a simples presença ou a qualidade de membro em organizações secretas (ou discretas, como eles dizem usando o eufemismo). É algo que atinge os pressupostos da vida pública e com consequências negativas na relação entre as instituições do estado e os cidadãos. Quem decide escolher o caminho da vida político-partidária tem necessariamente obrigações. Não é admissível, numa questão que está longe de ser da vida meramente privada, que um político como Luís Montenegro, líder parlamentar do PSD, e supostamente pertencente à Loja Mozart (loja maçónica), se dê ao luxo de não responder à perguntas que lhe são dirigidas acerca desta ligação. E digo que não é da vida meramente privada uma vez que os tentáculos destas organizações são bem conhecidos, estabelecendo-se em muitas questões acima das instituições ditas oficiais. E que tal se o primeiro-ministro se pronunciasse acerca desta questão? E se fosse o primeiro-ministro que pertencesse à maçonaria? Quem controlaria o estado afinal? Em quem votaríamos?
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sábado, 5 de novembro de 2011

LUGARES-COMUNS

























LUGARES-COMUNS

O problema das coisas simples é que se tornam, mais tarde, lugares-comuns. No outro dia lia uma entrevista dada por Pedro Pinto (conhecido jornalista português e que está a ter uma carreira extraordinária na CNN - agora em Londres) em que este dizia que temos todos de dar as mãos, trabalhar mais e, sobretudo, trabalhar em conjunto. Claro que todos nós já ouvimos isto dezenas de vezes. E tantas vezes que é o tipo de discurso que quase entra por um ouvido e sai pelo outro. Mas são as coisas simples, as coisas de base (estes lugares-comuns) que fazem cada vez mais sentido, especialmente numa época de crise. Creio que falta, de facto, que muita gente com responsabilidades se sente à mesa e diga: "o tema da nossa reunião é: como é que podemos produzir mais? Como é que podemos criar riqueza?". E o problema (e a inércia irrita ainda mais) quando vemos comissões parlamentares de inquérito como aquela que trouxe o ex-secretário de estado Paulo Campos ao Parlamento para discutir algo que não aquece nem arrefece aos portugueses. Será que aqueles parlamentares que lá estiveram a debitar perguntar e em acções de pseudo-indignação (veja-se o caso do Bloco de Esquerda que até abandonou a sessão, e o Partido Comunista que próximo disso ficou) não tinham mais nada com que ocupar o tempo? Onde é que está o apoio à indústria? Que programas existem? Onde estão os apoios, especialmente a nível fiscal, que façam com que as nossas empresas consigam sobreviver? O que se está a fazer para manter ou aumentar os números do nosso turismo?
Há que voltar aos bons lugares-comuns. Encetarmos uma nova forma de fazer política em Portugal. Darmos as mãos em prol de mais e melhores oportunidades para os nossos agricultores, os nossos empresários, os nossos cérebros (e não estimular a sua fuga, como a semana passada um secretário de estado do actual governo fez). Não vejo isso na política actual. Talvez a arte e os artistas tenham uma palavra a dizer neste estado de coisas. Vou pensar no assunto.

Sylvia Beirute
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COMO IMPLICAR A ÍNDIA NA CRISE EUROPEIA



















É ir a um restaurante indiano e pedir um "papandreou" e ver o que acontece.
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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

ELE: O PRESIDENTE

Afinal não são só os futebolistas a falar na terceira pessoa. O Presidente da República também o faz.
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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

LEGÍTIMA DEFESA?

Esta guerra Madeira Vs Continente parece a guerra Porto Vs Benfica. E já chateia.

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domingo, 5 de junho de 2011

PSD E A ALTERNÂNCIA DEMOCRÁTICA


 
Aí está o resultado e não podia ser mais claro. O PSD consegue uma vitória expressiva, ainda que, sozinho, não chegue à maioria absoluta no Parlamento. José Sócrates perdeu todas as condições para se manter como secretário-geral do Partido Socialista e demitiu-se. O PS aprenderá com a realidade que Passos Coelho trouxe para esta campanha: uma nova cara, um rosto sem compromisso com o passado. Pergunta-se se a tolerância nos dias de hoje, de crise e dificuldades, não será muito menor. Pergunta-se se, caso José Sócrates tivesse cedido o lugar a outro, o resultado não teria sido favorável ao PS. Eu creio que sim.   
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segunda-feira, 30 de maio de 2011

CAMPANHA POLÍTICA POR EXCLUSÃO DE PARTES

Depois de Manuela Ferreira Leite ter dito que mais do que um primeiro-ministro procurava afastar José Sócrates do Governo e até da oposição, Mário Soares vem agora dizer-se apenas fiel ao PS que ajudou a criar. Isto não vai correr bem.
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

CAMPANHA "ALEGRE" COM AUGUSTO SANTOS SILVA


(um Presidente da República) "não se mete onde não é chamado".
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

PORTUGAL, JULIAN ASSANGE, A WIKILEAKS E A CASA DOS SEGREDOS
























O dia em que se faça um documentário e depois talvez um filme de hollywood sobre a história do jornalista e ciberactivista Julian Assange, com a correspondente tese da conspiração, será o mesmo em que, bem vistas as coisas, se reflectirá sobre o modo de fazer política à escala global. Numa base diária há revelações surpreendentes e nem um pequeno país como Portugal, o mesmo que, segundo muitos dizem, "escapará sempre a um atentado terrorista pois todos pensam que somos uma província espanhola", ficará bem posicionado na fotografia. Hoje mesmo são revelados pormenores da cooperação entre o governo português e os Estados Unidos da América relativamente à questão da utilização, pelos segundos, da base  aérea das Lajes tendo em vista a repatriação de presos do Guantánamo. E estas e outras revelações surgem sempre acompanhadas de apontamentos pessoais de diplomatas, o que dá  alguma cor a toda a situação. A Wikileaks (e depois os sites dos seus dissidentes) é, afinal, uma espécie de Casa dos Segredos em versão sofisticada. E se o assunto não fosse tão sério, preferiria mil vezes assistir às discussões do Vítor e da Ana Isabel, sentada no meu sofá e a comer pipocas.
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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

DESPEDIMENTOS NA GROUNDFORCE
















Parece que afinal a política de emprego quer dizer mais desemprego. Só assim se explica o despedimento colectivo de 336 funcionários efectivos da Groundforce (empresa do Estado) no aeroporto de Faro. Ninguém discutirá se a empresa dá ou não dá lucro, ninguém falará da administração do aeroporto que, pelo que se diz, pouco fez para alterar o volume de trabalho. O que se sabe é que numa altura em que o emprego não abunda, principalmente no Algarve, o Governo, que devia estar ao lado destes cidadãos e destas famílias, dá a ordem: despedir. Despedir sem apelo nem agravo. Sem um plano. Sem nada. Só tenho pena que não haja tanta coragem nos portugueses como há, como hoje se viu, nos estudantes britânicos. Como eu gostava de ver uma revolução em Portugal.
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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

POLÍTICA: FOLHAS DE CHÁ AMERICANAS





















Li com interesse o artigo de Robert Reich, para a revista The American Interest. Aborda-se a questão política dos Estados Unidos da América com incidência sobre as ideias do novo partido "Independence Party", no rescaldo das últimas eleições, em que Margaret Jones, de forma surpreendente, foi eleita presidente do "Electoral College". Nesse artigo pode-se ver uma reflexão bem cuidada sobre as medidas extremas que esse partido propõe. Por aqui deixo, mais abaixo, um excerto de um discurso que me fez sentir que o mundo está a dar passos largos para uma grande mudança. E se um dia a América for mesmo só para os Americanos? E se o investimento americano passar a ser feito exclusivamente entre portas sob pena de essas empresas serem banidas da América? E se os impostos para as importações foram incomportáveis para outras economias?

Por outro lado, também será interessante seguir o percurso deste partido, tendo em conta o dogmatismo desta política. Porque os partidos políticos não são mais do que pessoas. Cada vez acredito menos em espaços físicos ou em ideologias. Uma ideologia, nos dias de hoje, dias de mudança rápida, também é tendente a mudar. E um partido novo também se faz de uma fractura com uma ideologia-mãe que pode, ou não, voltar para moderar e fazer arrefecer os ímpetos originais de quem se limita, afinal, a seguir a corrente dos tempos.

My fellow Americans: You have voted to reclaim America. Voted to take it back from big government, big business, and big finance. To take it back from the politicians who would rob us of our freedoms, from foreigners who rob us of our jobs, from the rich who have no loyalty to this nation, and from immigrants who live off our hard work. (Wild applause.) We are reclaiming America from the elites who have rigged the system to their benefit, from the money manipulators on Wall Street and the greed masters in corporate executive suites, from the influence peddlers and pork peddlers in Washington, from the so-called intellectuals who want to impose their socialist views on the rest of us—from all the privileged and the powerful who have conspired against us. (Wild applause and cheers.) They will no longer sell Americans out to global money, and pad their nests by taking away our jobs and livelihoods! (Wild applause, cheers.) This is our nation, now! (Wild applause and cheers that continue to build.) A nation of good jobs and good wages for anyone willing to work hard! Our nation! America for Americans! (Thunderous applause.) 
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