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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

EXPOSIÇÃO BLOOMART, ESCULTURAS MURAIS

BLOOMART, 
ESCULTURAS MURAIS
texto de Pedro Ayres Magalhães

Anamar & Telma apresentam uma linha de arte conceptual afirmando uma veemente declaração de identidade para esta colecção de primeiras obras, fruto de quatro anos de reflexão e oficina.

São uma colecção de esculturas murais que nos observam e não nos escondem a sua complexidade essencial, atraindo o seu interlocutor a descobrir mais coisas sobre cada uma delas.

Sentimos duplamente a sua intrigante presença, ora como objectos ora como entidades, já que nos encontramos diante de uma obra que é caixa fechada e que é projecção do seu conteúdo.


O título de cada uma destas esculturas nasce do universo semântico de uma canção escolhida pelas artistas no universo do rock, da pop, da canção, do jazz e dos blues, na noite cosmopolita.

A canção é a fonte, e o seu manancial de sentidos sociais e significados expressos determina a escolha do título da obra plástica, a escolha dos materiais utilizados, define a cor, a forma, o ambiente da peça e a escolha da jóia que encerra.

As esculturas mostram-se vivas ao presumirmos vida pensada no verso da canção que as inspirou e ao emanarem luz através de uma lente esférica através da qual podemos observar os reflexos dinâmicos e as distorções da peça de joalharia – um anel – que cada uma contém.

Essa meia esfera iluminada é pupila de um olho que vê e desafia quem passa a olhar para si, é caixa que esconde e revela o seu tesouro.


EXPOSIÇÃO BLOOMART NA CORDOARIA NACIONAL, LISBOA | 10 FEVEREIRO > 17 MARÇO

Inauguração 10 Fevereiro, 22h
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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

«VELVET ART» DE VERA FERNANDES
























O Algarve tem grandes artistas. Não só poetas, de reconhecido mérito, mas também gente das Artes Plásticas. Gostei do que vi de Vera Fernandes no seu Velvet Art e que aqui merece ser divulgado.
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sábado, 4 de dezembro de 2010

PEGADAS NA AREIA - POEMA - MARGARET FISHBACK POWERS

pegadas na areia























Interessante a história do poema Pegadas na Areia, um poema muito famoso que circulou durante muito tempo com o rótulo "autor desconhecido". Creio que a investigação que se seguiu, em ordem a apurar-se da autoria do mesmo, com todos os seus episódios, caricatos e pitorescos, ainda lhe deram mais notoriedade. De facto, o mesmo poema aparece em várias versões. Uma de Mary Stevenson, outra de Carolyn Carty, e ainda uma outra Margaret Fishback Powers. Recentemente Burrell Webb também veio reivindicar a autoria deste Pegadas na Areia, com mais uma versão, dizendo que o mesmo fora escrito "no Outono de 1958" e que deixara a autoria como "autor desconhecido" para que não houvesse barreiras na conversação com Deus que os leitores, tal como ele, haveriam de ter ao lê-lo. Neste momento ninguém sabe ao certo quem foi o primitivo autor desta poesia, embora haja uma ligeira inclinação para Margaret Fishback Powers, cuja "versão" também é conhecida por "Eu tive um Sonho". É essa a razão da escolha pelo texto que se apresenta, com tradução de Pedro Calouste, a quem agradeço o precioso contributo. Para quem gosta de investigações policiais recomendo o Wowzone onde está recolhido algum material acerca da autoria do Pegadas na Areia.  A Wikipedia também oferece informação relevante.


FOOTPRINTS IN THE SAND (I HAD A DREAM)

One night I had a dream
I was walking along the beach with my Lord.
Across the sky flashed scenes from my life.
For each scene I noticed two sets
of footprints in the sand,
one belonging to me
and the other to my Lord.
When the last scene of my life shot before me
I looked back at the footprints in the sand.
There was only one set of footprints.
I realized that this was at the lowest
and saddest times in my life.
This always bothered me
and I questioned the Lord
about my dilemma.
"Lord, you told me when I decided to follow You,
You would walk and talk with me all the way.
But I'm aware that during the most troublesome
times of my life there is only one set of footprints.
I don't understand why, when I needed You most,
you leave me."
He whispered, "My precious, precious child,
I love you and will never leave you
never, ever during your times of trial and testings.
When you saw only one set of footprints
It was then that I carried you."

Margaret Fishback Powers


PEGADAS NA AREIA (EU TIVE UM SONHO)

Uma noite eu tive um sonho
Caminhava pela praia com o meu Senhor.
No céu um flash de cenas da minha vida.
E em cada cena reparava em
dois pares de pegadas na areia,
um par que me pertencia,
e um outro que Lhe pertencia.
Quando a última cena foi disparada
olhei de novo as pegadas na areia.
Havia apenas um par de pegadas.
Apercebi-me que isto ia acontecendo nos
piores e mais tristes
momentos da minha vida.
E isto sempre me inquietava
e eu questionei o Senhor sobre
o meu dilema.
"Senhor, Tu disseste-me que quando eu
decidisse seguir-Te, Tu caminharias e falarias
comigo por todo o caminho. Mas apercebo-me
que nos momentos mais conturbados da minha vida
só há um par de pegadas. Não entendo
a razão de me abandonares quando de Ti
eu mais preciso."
E eis que Ele me respondeu:
"Meu precioso, precioso filho, eu amo-te e nunca
te abandonei; nunca, nem durante o teu tempo de
provação e julgamento.
Quando vias apenas um par de pegadas,
era quando eu te levava nos braços."

Margaret Fishback Powers
Tradução de Pedro Calouste
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domingo, 28 de novembro de 2010

JOSEPH KOSUTH: ARTE CONCEPTUAL

















Joseph Kosuth  - Uma e três cadeiras, 1965


Uma das minhas fontes de inspiração é, sem dúvida, toda a arte conceptual. É a única que fornece uma riqueza de silêncio, dentro do qual qualquer artista, mesmo de uma arte quase oposta, consegue respirar e criar. Joseph Kosuth (Toledo, Ohio, 1945) é um desses artistas. Acaba por ser relativamente fácil sentar nesta cadeira e imaginar um mundo totalmente diferente. E é isso que deve ser a arte, e só poucas vezes o é: a criação de mundos.
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