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terça-feira, 20 de julho de 2010

Um poema de Sylvia Beirute - Memória: Cidade dos Homens


























MEMÓRIA: CIDADE DOS HOMENS

e muito legítimo e definitivo
em todo o traço o dedo a fazer a significação
e a ocultação da vontade de se ligar
a uma cabeça métrica
eleita um bom cúmplice memorizador.
e daí muito legítima a memória sob os títulos
que a desvendam longitudinalmente
e mostram a cidade inteira
sob a retórica da boca do dia-a-dia.
e há, no final, aflição, aflição de ter de
dizer as cores com os ruídos do desejo,
de ter de beber os homens pelos entornos
que ainda transbordam do copo.

Sylvia Beirute
inédito

2 comentários:

  1. Seus poemas sempre me golpeiam brutamente. Gosto de lê-los. Sinto-os percorrendo por toda a extensão do meu corpo.

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  2. "e há, no final, aflição, aflição de ter de
    dizer..."


    gosto da maneira que escreves.
    e das ilustrações que coloca. casa perfeitamente.

    ResponderEliminar